quinta-feira, outubro 15

Fazer um envelope em casa é mais sobre preparar o papel do que sobre habilidade manual: com a régua certa, uma folha A4 vira um envelope de 10×15 cm em menos de cinco minutos.

A primeira dobra torta aparece quase sempre na hora de fechar: a folha gira sutilmente, o vinco sai inclinado e a aba não cobre a abertura. O problema não é falta de coordenação motora, é a ausência de um gabarito simples que oriente cada marca antes do papel ser dobrado.

A partir daqui, você aprende a fazer o envelope tradicional, o quadrado para convites e o modelo sem cola, usando materiais baratos e uma régua de 30 cm como aliada principal.

  • Um envelope de papel A4 pode ser feito em poucos minutos usando uma régua, um lápis e fita dupla face; o papel precisa medir pelo menos 2,5 vezes a largura e 2 vezes a altura do conteúdo.
  • A gramatura ideal para envelopes artesanais fica entre 90g e 180g; papéis abaixo de 75g rasgam com facilidade e acima de 300g dificultam a dobra.
  • Para convites e cartões, o envelope quadrado é a opção mais elegante, e o acabamento com vinco de osso garante dobras retas sem marcas de dedo.
  • A estratégia de medição para evitar erros de tamanho: use a régua como gabarito, não como instrumento de improviso.
  • Passo a passo completo para fazer o envelope de papel A4, o quadrado para convites e o modelo sem cola.
  • Como escolher entre papel sulfite, cartão e kraft sem desperdiçar material nem tempo.
  • Por que a preparação do papel antes de dobrar é determinante para o acabamento final?

A matemática simples que transforma uma folha solta em envelope

O envelope artesanal não é apenas uma dobradura; ele carrega proporções que precisam ser respeitadas para que o conteúdo entre sem apertar e a aba feche com folga. Muitas pessoas erram ao medir apenas o tamanho interno e esquecer as abas laterais e inferiores.

Além disso, a direção da fibra do papel influencia a dobra: em papéis com textura, dobrar contra a fibra pode causar vincos quebrados. Por isso, o preparo começa com a escolha do material e termina com o desenho do gabarito no papel.

Antes de cortar ou dobrar, desenhe o gabarito completo no papel com lápis claro. Depois de vincar, apague as linhas com borracha branca para não deixar marcas no produto final.

Um envelope artesanal é um recipiente de papel criado a partir de uma única folha, dobrada de modo a formar uma bolsa com aba de fechamento. Ele funciona como um envelope comercial, mas permite personalização total de tamanho, cor e acabamento.

Serve para cartas, convites, dinheiro, fotos, documentos e lembrancinhas. Historicamente, antes da produção industrial, as pessoas dobravam o próprio papel para proteger mensagens, e essa tradição manual voltou com força junto ao movimento faça-você-mesmo e à busca por peças únicas.

Os benefícios vão além do custo baixo: você controla a gramatura, reaproveita papéis que iriam para o lixo e transforma uma simples folha em objeto de afeto. E o melhor: a técnica básica é acessível para qualquer pessoa com régua, lápis e paciência.

O que separar antes de começar: materiais e ferramentas

Mesa com papéis, cola, régua, tesoura e osso para artesanato
Materiais de papelaria sobre a mesa, prontos para o passo a passo de como fazer envelope.

Antes de escolher o papel, separe uma régua de 30 cm, um lápis macio, uma borracha branca e uma tesoura ou estilete; esses quatro itens resolvem 90% dos erros de medida.

Se você pretende fechar com cola ou fita, tenha também fita dupla face ou cola bastão. Uma base de corte e um osso de dobrador são opcionais, mas elevam o acabamento de forma notável. Eu prefiro régua de metal: não escorrega e serve de guia para o estilete.

Qual a gramatura ideal do papel para cada tipo de envelope?

Amostras numeradas de papéis com diferentes gramaturas sobre superfície neutra.
Modelo de inspiração para escolher a gramatura ideal do papel.

A gramatura ideal para envelopes artesanais fica entre 90g e 180g, dependendo do uso final. Papel sulfite de 75g rasga com facilidade em dobras repetidas, e papel acima de 300g dificulta o vinco e racha na dobra.

Para cartas e bilhetes internos, o sulfite de 90g funciona bem. Para convites e cartões, prefira papel cartão de 120g a 150g. Já o papel kraft, comumente entre 80g e 120g, resiste a dobras e dá um visual rústico.

Cola bastão ou fita dupla face? Saiba quando usar

Mão segurando cola bastão e fita dupla face sobre superfície de trabalho
Materiais essenciais para montar o envelope: cola bastão e fita dupla face.

A fita adesiva dupla face é a escolha mais segura para envelopes de papel cartão e kraft, porque não umedece o papel e evita ondulações. O bastão de cola funciona bem em papéis porosos como sulfite e papel reciclado.

Evite cola líquida em excesso: ela encharca a fibra, enruga a superfície e pode borrar estampas. Se usar cola branca, espalhe uma camada fina com pincel e deixe secar alguns segundos antes de pressionar. Eu só uso cola líquida quando preciso de uma colagem muito resistente, e mesmo assim em pequena quantidade.

Ferramentas de precisão: régua, osso e base de corte

O vinco de osso é fundamental para dobras retas: ele comprime as fibras do papel sem quebrá-las, criando uma linha de dobra limpa. Passe o osso ao longo da régua, com firmeza, duas ou três vezes. Na minha bancada, ele é item obrigatório; sem ele, as dobras ficam amassadas.

A base de corte protege a mesa e permite cortes precisos com estilete. Se você não tem, use uma tábua de madeira ou papelão grosso, mas nunca corte diretamente sobre vidro ou fórmica.

Passo a passo: envelope de papel A4 para cartas e bilhetes

Com uma folha A4 (21 cm x 29,7 cm), você cria um envelope de aproximadamente 10 cm x 15 cm, o tamanho perfeito para bilhetes e cartas simples.

O processo é linear: primeiro dobre a base para formar o bolso, depois as laterais e por fim a aba superior. Siga as medidas indicadas nas dobras guia para evitar assimetria. Faça um teste com uma folha de rascunho antes de usar o papel final; eu sempre faço isso para ajustar as dobras.

Dobraduras guia para um envelope de 10×15 cm

Posicione o papel na vertical e faça duas dobras laterais de 1,5 cm cada, depois a dobra inferior a 9 cm da base e a superior a 6 cm do topo. Ao dobrar, use a régua para marcar os pontos e una com o osso.

Dobre a borda inferior para cima até a marca de 9 cm, formando o bolso. Dobre as laterais para dentro, sobrepostas ao bolso, e depois a aba superior para baixo, cobrindo a abertura. Ajuste as dobras para que as extremidades fiquem alinhadas.

Como fazer o vinco perfeito na dobra

Marque a linha de dobra com lápis e posicione a régua exatamente sobre ela antes de passar o osso. A pressão deve ser firme, mas sem rasgar o papel.

Depois do vinco, dobre o papel sobre a régua e alise com a mão seca. Esse movimento cria uma memória na fibra que mantém a dobra no lugar, mesmo sem cola.

Fechando com cola ou fita sem marcas

Para fechar, aplique fita adesiva dupla face apenas nas abas internas, nunca na parte externa visível. Faça tiras curtas de 2 cm, deixando espaço entre elas para facilitar o ajuste. Prefiro a fita adesiva dupla face: não molha o papel e a fixação é imediata.

Se optar por bastão de cola, espalhe uma camada uniforme na borda interna da aba lateral e pressione por 10 segundos. Evite deslizar o papel; a pressão vertical fixa melhor.

Envelope quadrado: a opção certa para convites e cartões

O envelope quadrado é ideal para cartões de até 14×14 cm, formato comum em convites de casamento e aniversário. Ele tem visual simétrico e aceita melhor lacres e fitas. Eu acho esse formato o mais versátil para convites, porque a simetria facilita os acabamentos.

A base é um papel quadrado, que pode ser cortado de uma folha A3 ou comprado já nesse formato. A dobra é semelhante à do envelope retangular, mas com proporções ajustadas.

Tamanho e dobra para cartão de até 14×14 cm

Para um cartão de 14×14 cm, use um papel quadrado de 35×35 cm (2,5 vezes a largura do cartão). Esse tamanho garante abas amplas e fechamento confortável.

Dobre a ponta inferior até um pouco acima do centro, depois as laterais sobrepostas e a ponta superior para baixo. As abas laterais devem se encontrar no centro, criando um bolso estável.

Aba lateral: dando acabamento à abertura

No envelope quadrado, a aba lateral pode ser dobrada para dentro ou para fora, criando um fechamento mais seguro. Se for para fora, vira um detalhe decorativo. Gosto de lixar levemente as extremidades com uma lixa fina para um acabamento mais liso.

Lixe ou apare as extremidades para que fiquem alinhadas; um pequeno corte em ângulo na base da aba evita que ela esbarre na dobra oposta.

Personalização rápida com carimbo e adesivo

Um carimbo com as iniciais do casal ou um adesivo simples transforma o envelope quadrado em peça sofisticada. Aplique o carimbo antes de montar, em papel aberto, para evitar manchas.

Adesivos de cera ou washi tape também funcionam como lacre, substituindo a cola na aba superior. Escolha cores que contrastem com o papel para dar destaque.

Envelope sem cola: técnicas de dobradura criativa

É possível fazer um envelope inteiro sem cola usando dobras de origami que travam as abas entre si. A técnica é antiga e surpreende pela resistência. Confesso que demorei a dominar a dobra diagonal; depois que entendi o encaixe, nunca mais usei cola.

A chave está nas dobras diagonais que criam bolsos internos, onde as pontas se encaixam por atrito. Nada de fita ou cola, apenas papel e precisão.

Origami clássico: envelope de papel A4 sem corte

Com uma folha A4, dobre as duas diagonais superiores para dentro formando um triângulo, depois dobre as laterais e a base encaixando no bolso. As abas se travam sozinhas.

Comece com o papel na horizontal. Dobre a ponta esquerda e a direita para o centro, formando um triângulo. Em seguida, dobre a base para cima e encaixe as pontas no bolso formado pelas dobras anteriores.

Fecho com fitilho ou cordão de ráfia

Para dar acabamento sem cola, faça dois pequenos furos na aba, passe um fitilho e amarre. Esse fecho é prático e reutilizável, ideal para envelopes de presente. Esse é meu fecho favorito para envelopes de presente, porque permite abrir e fechar sem estragar.

Use um furador de papel ou a ponta de um estilete para abrir os furos. Reforce com ilhós se o papel for fino, evitando rasgos com o uso.

Como calcular o tamanho do envelope para qualquer conteúdo

A regra prática é garantir folga interna e abas suficientes para fechar. Muitos erros de tamanho acontecem porque a pessoa mede apenas o conteúdo e esquece as margens de fechamento. Sempre me pergunto: ‘vai passar pelos Correios?’ Se sim, considero uma margem extra de 2 mm para não amassar.

Com uma fórmula simples, você adapta o envelope a cartões, fotos, dinheiro e até documentos. A chave é sempre testar com uma folha de rascunho antes de cortar o papel final.

Regra simples: adicione 2,5 cm à largura e 1,5 cm à altura

Para qualquer cartão, foto ou bilhete, calcule o envelope com folga de 2,5 cm na largura e 1,5 cm na altura, medindo o conteúdo. Isso garante que ele deslize sem rasgar e a aba feche sem forçar.

Já a folha de papel necessária para confeccionar o envelope deve ter pelo menos 2,5 vezes a largura do conteúdo. Por exemplo, um cartão de 10 cm de largura pede um papel com no mínimo 25 cm de largura total.

Medidas para cartões, DIN, fotos e dinheiro

Um cartão A6 (10,5 x 14,8 cm) pede um envelope de 13 x 16,3 cm; uma foto 10×15 cm fica confortável em 13 x 16,5 cm. Para dinheiro, o conteúdo tem 7 x 15 cm e pede envelope de 9,5 x 16,5 cm.

Use a norma DIN como referência para tamanhos padronizados: A5 mede 14,8 x 21 cm, A6 mede 10,5 x 14,8 cm. No Brasil, a ABNT segue essa mesma lógica, facilitando a compra de papel no formato correto.

Envelope de papel almaço para documentos A4

Para documentos A4, faça um envelope dobrando uma folha de papel kraft de pelo menos 34 x 47 cm, que permite abas laterais e inferior sem amassar a folha interna.

Se não tiver papel desse tamanho, una duas folhas A4 com fita dupla-face na parte interna, sem sobrepor. A emenda ficará escondida pelas dobras, desde que você alinhe as fibras.

Erros típicos de quem faz envelope artesanal

Os três erros mais comuns são dobras tortas, papel amassado por excesso de cola e abas que não fecham por falta de folga. Todos têm solução simples com preparo adequado. Já dobrei torto por pressa mais vezes do que gostaria; hoje uso o osso sem exceção.

Evitar esses problemas é mais fácil do que corrigir depois. Mas se acontecer, é possível salvar o envelope com truques de acabamento.

Dobras tortas: melhore com o vinco de osso

Passar o osso ao longo da régua antes de dobrar cria um sulco guia que impede a folha de deslizar. Sem vinco, o papel tende a escapar da linha marcada e sair torto.

Se a dobra já saiu torta, não force na direção errada. Abra a folha, reforce a linha correta com o osso e dobre novamente. O vinco antigo pode ser disfarçado com uma leve pressão.

Papel amassado: como evitar e recuperar

Cola líquida em excesso encharca o papel e causa ondulações; use fita adesiva dupla face ou bastão de cola em camada fina. Se o papel amassou antes da dobra, coloque-o entre duas folhas de papel sulfite e passe o ferro em temperatura baixa, sem vapor.

Nunca dobre papel úmido. Espere secar completamente antes de vincar; a fibra úmida rasga com facilidade e o vinco fica irregular.

Envelope feio na hora de colar: truque do lápis e do gabarito

Desenhe o gabarito inteiro no papel com lápis claro antes de cortar, e use um lápis fino para marcar as linhas de dobra; depois apague. Isso evita colagem torta e recortes desalinhados.

Se a aba não fecha bem, use um lápis redondo para alargar levemente o bolso. Insira o lápis dentro do envelope fechado e gire suavemente, criando espaço para o conteúdo.

Eu sempre encarei o envelope artesanal como uma tarefa de paciência, daquelas que só funcionam com muito tempo livre. Até que precisei fazer convites para um chá de cozinha e não tinha verba para mandar imprimir. Comprei papel kraft, uma régua e fita dupla face, e me forcei a seguir as medidas à risca. O resultado não foi apenas funcional; foi o detalhe que mais chamou atenção na mesa. A partir daí, entendi que o segredo não está na habilidade manual, mas na preparação do papel. Cada dobra fica no lugar se o gabarito for feito antes. É isso que separa um envelope torto de um envelope com cara de loja.

Papéis especiais: do kraft ao papel semente

Além do sulfite e cartão, papéis especiais como o kraft e o papel semente abrem um leque de acabamentos que valorizam o envelope sem exigir técnicas extras. O papel semente é lindo, mas eu só uso para ocasiões muito especiais, porque exige mais cuidado no manuseio.

A escolha do material está diretamente ligada à ocasião: kraft para rusticidade, cartão para estrutura e papel semente para um propósito sustentável que vira planta.

Envelope kraft para um visual rústico

O papel kraft tem gramatura entre 80g e 120g e uma fibra resistente que tolera dobras repetidas sem rasgar. Ele é ideal para envelopes de documentos, convites informais e embalagens.

Como é poroso, o bastão de cola adere rápido, mas a fita dupla face também funciona. O visual pardo combina com carimbo de lacre e barbante, criando uma estética artesanal imediata.

Papel semente: a tendência plantável

Feito com fibras recicladas e sementes, o papel semente pode ser plantado depois de usado, transformando o envelope em um gesto ecológico. Ele tem textura irregular e pede cuidado no vinco.

Evite expor o papel semente à umidade excessiva; use fita adesiva dupla face em vez de cola líquida para não danificar as sementes. Depois de receber o envelope, o destinatário pode colocá-lo na terra e regar.

Reaproveitando papel de presente e revistas

Papel de presente com estampa lateral e páginas de revista são ótimos para envelopes criativos, desde que a gramatura seja superior a 70g. Papel de presente muito fino rasga ao dobrar. Na minha experiência, papel de presente com brilho tende a rachar na dobra; prefiro o fosco.

Verifique a direção da fibra: dobre uma borda de teste. Se ela quebrar em vez de dobrar, o papel é frágil naquela direção; gire o molde ou reforce com uma capa externa de papel sulfite.

Personalização que valoriza seu envelope

A personalização é o que diferencia um envelope feito à mão de um industrial; ela pode ir do lacre de cera ao lettering. Cada detalhe adiciona valor percebido e emoção. Prefiro lacre de cera em convites formais; para o dia a dia, washi tape resolve.

Não é preciso dominar técnicas avançadas; um simples carimbo ou uma fita colorida já transforma o conjunto. O importante é manter a coerência com o conteúdo e a ocasião.

Lacre de cera: passo a passo simples

Para um lacre de cera, derreta a cera sobre a junção da aba, pressione o carimbo e espere 20 segundos antes de remover. A cera em bastão é mais fácil de controlar do que a em grânulos.

Use um carimbo com desenho em relevo e aplique uma gota de óleo vegetal no carimbo antes cada uso, para evitar que a cera grude. O lacre adiciona charme vintage a convites e cartas.

Washi tape e adesivos para fechamento

A washi tape é fácil de aplicar e remover, ideal para fechamentos temporários e adicionar cor sem risco de manchas. Ela pode ser usada inteira na borda ou em tiras sobrepostas.

Adesivos em formato de coração, estrela ou monograma também funcionam como lacre. Escolha um que seja proporcional ao tamanho do envelope; adesivo grande demais rouba a atenção do conteúdo.

Lettering à mão livre para endereçar

Usar lettering no endereço dá um toque pessoal; treine primeiro em papel sulfite separado para evitar borrões. Canetas de ponta flexível ou pincel são as melhores para traços variados.

Se a letra não sair perfeita, use um lápis para marcar as linhas-guia e apague depois. O resultado final deve ser legível antes de bonito, para não comprometer a entrega.

Envelopes para ocasiões especiais

Casamentos, festas juninas e lembrancinhas pedem envelopes com acabamento específico, que fogem do básico. A diferença está nos materiais e nos detalhes de fechamento. Se for produzir muitos convites, eu recomendo um molde para não perder a paciência.

Essas aplicações demandam um pouco mais de tempo, mas o impacto visual compensa. Vale a pena testar um protótipo antes de produzir em grande quantidade.

Convite de casamento com envelope de seda

O papel de seda, translúcido e leve, é tradicional em convites de casamento; ele exige dobras delicadas e pode ser combinado com um envelope externo de papel mais rígido.

Como é fino, reforce a aba com um papel cartão interno ou use fita adesiva dupla face de alta aderência. O envelope de seda geralmente não é lacrado, apenas envolve o convite.

Envelope para dinheiro em festa junina

Para dinheiro em festa junina, use papel colorido ou kraft e decore com bandeirinhas ou fitas; o envelope deve ter aba dupla para maior segurança.

Faça um bolso interno separado para a cédula, colando as laterais no envelope externo. Isso evita que o dinheiro escorregue e dá estrutura ao conjunto.

Lembrancinha com envelope de cartolina

A cartolina colorida de 180g é perfeita para lembrancinhas porque mantém a forma e aceita cola sem deformar. Ela corta com facilidade no estilete e não amassa com o manuseio.

Para lembrancinhas de festa, combine a cartolina com adesivos temáticos e lacinho de fita. O envelope pode conter balas, confetes ou um cartão de agradecimento.

Crie seu próprio molde de envelope reutilizável

Um molde de acetato ou cartão grosso permite produzir vários envelopes iguais sem repetir as medições. Você desenha uma vez e usa quantas vezes precisar. Eu guardo meus moldes em pastas com etiquetas para achar rápido.

O investimento de tempo no molde se paga na consistência visual e na velocidade de produção. É a solução ideal para quem faz convites em quantidade.

Passo a passo para desenhar em cartão ou acetato

Desenhe o envelope aberto em papel sulfite, transfira para o acetato e recorte com estilete; use caneta permanente para marcar as linhas de dobra.

Certifique-se de que o acetato tenha espessura de pelo menos 0,3 mm para não dobrar durante o traçado. Guarde o molde em envelope plástico para não amassar.

Como ajustar o molde para diferentes tamanhos

Para ampliar, some a mesma diferença em todas as bordas ou use regra de três simples mantendo a proporção entre largura e altura. Nunca aumente apenas uma dimensão, pois o envelope perde a simetria.

Se quiser reduzir, use o mesmo princípio, mas redesenhe as linhas de dobra a partir da nova base. Teste sempre em papel de rascunho antes de cortar o molde final.

Envelope vitrine: modernidade com transparência

O envelope vitrine, com janela de acetato, é uma forma moderna de exibir o conteúdo sem abrir. Ele é comum em embalagens de convites e cartões com frente decorada. O acetato é traiçoeiro: sempre tenho um pano por perto para limpar digitais.

O acetato é facilmente encontrado em papelarias e lojas de embalagem. Com uma fita adesiva dupla face fina, você fixa a janela por dentro e mantém o acabamento limpo.

Inserindo janela de acetato na dobra

Corte uma abertura retangular na frente do envelope e fixe o acetato por dentro com fita adesiva dupla face fina. A janela deve ser 0,5 cm maior que o conteúdo visível.

Marque a posição da janela antes de montar o envelope, com o papel ainda aberto. Use estilete e régua para cortes precisos, apoiando sobre base de corte.

Dicas para colar acetato sem bolhas

Limpe o acetato com pano úmido, aplique a fita nas bordas e pressione do centro para fora para eliminar bolhas. Evite tocar a superfície com os dedos; o óleo da pele deixa marcas.

Se houver bolhas, levante suavemente uma ponta e reaplique a fita. Acetato arranhado não tem conserto, então use uma folha de proteção durante o manuseio.

Dúvidas frequentes para finalizar com confiança

As dúvidas mais comuns sobre envelopes artesanais envolvem tempo de produção, resistência do papel e onde encontrar materiais. Responder a elas evita frustração no meio do processo.

A maioria dos problemas tem solução caseira, sem gasto extra. Prepare-se com antecedência e não tenha pressa na primeira tentativa.

Quanto tempo leva para fazer um envelope?

Um envelope simples de A4 leva menos de cinco minutos depois que você domina as medidas; modelos mais elaborados podem chegar a vinte minutos. O tempo de secagem da cola não conta. No meu caso, faço em três minutos, mas já vi iniciantes levarem dez.

Para produção em série, calcule dois minutos por envelope após o molde pronto. O gargalo é o desenho do gabarito e o corte do papel, não a dobra em si.

Como usar papel sulfite comum sem parecer fraco?

Reforce o papel sulfite de 75g aplicando uma camada de bastão de cola em toda a superfície ou dobrando as bordas em dobro. Isso aumenta a rigidez sem alterar a aparência.

Outra opção é usar duas folhas de sulfite coladas entre si com bastão de cola, formando um papel de aproximadamente 150g. Esse truque é excelente para envelopes de carta que precisam de mais resistência. Eu já usei esse truque de colar duas folhas de sulfite e funciona bem.

Onde comprar papel artesanal barato no Brasil?

Papelarias maiores, lojas de artesanato e até papelarias online oferecem variedade de papéis; a dica é comprar em folhas soltas, não em blocos para evitar desperdício.

Lojas de embalagens costumam vender papel kraft em metro, com bom custo-benefício para quem faz muitos envelopes. Feiras de artesanato também são fonte de papéis especiais com preços acessíveis.

Plano de ação: do papel ao envelope em três passos

Dicas de Ouro · Curadoria Especial

  • 01A Escolha Certa: Prefira papel cartão de 120g para os primeiros envelopes; ele perdoa dobras e mantém a forma sem rasgar.
  • 02Ponto de Atenção: Um erro comum é achar que cola líquida funciona para tudo; ela encharca o papel e ondula a superfície. Use fita adesiva dupla face.
  • 03Na Prática: Hoje, pegue uma folha A4 e um cartão de 10×15 cm; desenhe o gabarito com as medidas e faça seu primeiro envelope sem pressa.

A maioria das pessoas subestima o poder do gabarito. A fórmula de 2,5 vezes a largura do conteúdo não é um detalhe técnico; é o que garante folga para o cartão entrar sem rasgar. Prepare o papel antes de dobrar e o acabamento final ganha consistência.

Um envelope artesanal não mede talento, mede preparação. Quem domina as medidas e usa o vinco de osso consegue resultado profissional na primeira tentativa, sem depender de coordenação motora fina.

Pegue aquela folha bonita que estava guardada, desenhe o gabarito e dobre com calma. O resultado fica pronto em minutos e carrega a marca de quem fez, algo que nenhum envelope industrial entrega.

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Oi, oi! Eu sou a Amanda, mas pode me chamar de Mandinha. Sou a autora deste site. Como bem pode se ver eu sou completamente apaixonada por artesanado e por isso crieo o site mais completo e cheio de dicas e referências de artesanato para te inspirar, tirar dúvidas e te ajudar a chegar uma nova fase seja em técnica ou criatividade nessa nossa paixão que é o artesanar.